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Riscos do Piercing na Língua

Os piercings tem sido utilizado historicamente em várias civilizações.

Para os esquimós do Alasca, o piercing do lábio e na língua significavam o momento da transição para o mundo adulto e significava que a criança tinha se tornado caçador.

Na Índia é muito comum, sobretudo as mulheres, furarem o nariz, o septo nasal e as orelhas.

O piercing da asa do nariz é proveniente da Índia, onde se reservava às castas mais altas, já o septo nasal perfurado é originário da Nova-Guiné.

Na época dos faraós, o piercing no umbigo era exclusivo da família real. Os antigos Maias praticavam a arte da perfuração, furando os lábios, o nariz e as orelhas.

Os piercings na atualidade fazem sucesso entre os jovens e até os mais velhos.

Vários locais da face têm sido escolhidos em função da estética, entre eles, o nariz, a sobrancelha e os lábios.

O piercing de língua e de regiões peribucais vem se tornado mais popular com o passar do tempo, portanto tanto os dentistas como os pacientes devem estar preparados para lidar com as consequentes complicações que podem ser locais ou sistêmicas.

Pesquisas mostram que em 100% dos usuários houve alteração dos tecidos na cavidade oral. Os resultados das biópsias variaram de processos inflamatórios crônicos, hiperplásicos, papiloma e granuloma piogênio até lesões que podem levar ao câncer, como leucoplasias e displasias. Mesmo com boa higiene oral, os adeptos não estão livres das doenças.

Além das alterações citadas acima, do ponto de vista intrabucal, o piercing também pode provocar traumas dentários, quebrando o esmalte e a dentina do dente e em alguns casos estendendo-se à polpa (nervo). Nestes casos, teremos que tratar canais dos dentes e reconstruí-los, muitas vezes, com coroas (prótese unitária). Outro problema são as periodontopatias (problemas nos tecidos gengivais), por haver maior acúmulo e bolsas periodontais (deslocamento da gengiva) e descalcificações, podendo causar lesões cervicais cariogênicas (processo carioso).

Temos ainda o problema do mau hálito que está associado a feridas, alergias às jóias, infecções e inflamações locais. A literatura médica relaciona o piercing com hepatites, endocardites (problema cardíaco), hemorragias, esofagite, asfixia e aids.

Devido a todos esses transtornos que podemos ocasionar em nós mesmos, é importante antes de tomar uma decisão haver uma concientização sobre os perigos e riscos a que estaremos sujeitos, pois o prejuízo será estritamente nosso. Não podemos esquecer, que teremos também o incômodo dos primeiros dias ou semanas, com dor, edema (inchaço), dificuldade mastigatória, dificuldade da fala e hipersalivação. Caso você já tenha o aparato na boca, é necessário um acompanhamento clínico rigoroso para advertência e prevenção de futuros problemas, afinal, quanto maior o tempo de uso, maiores as chances de contrair doenças.

Além de todos os riscos já citados acima, não podemos esquecer a importância de verificar as condições de higiene do local (uso de materiais estéreis e de materiais de biossegurança) e a capacitação do profissional.

Fontes:

http://www.terra.com.br/istoegente/246/saude/

Wikipédia

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