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Fluorose dental

Alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes.

Fluorose dental são manchas, em geral esbranquiçadas, que se formam nos dentes por excesso de flúor, normalmente de forma simétrica, podendo haver perda de estrutura dental, nesses casos, torna-se mais friável, mais fácil de desgastar fisiologicamente. Acomete crianças de 0 a 12 anos.

A fluorose costuma ser o primeiro sinal da intoxicação por excesso de flúor.

É muito comum em regiões onde a água é fluoretada ou onde o nível de fluoreto natural é bastante alto, e que além disso as crianças fazem uso de comprimodos de flúor, complexos vitamínicos contendo flúor, ou as próprias pastas de dente e bochechos com flúor (quando as crianças não tem controle da deglutição e acabam engolindo).

Costuma ser um problema de saúde pública quando alcança os níveis de comprometimento estético de parcela da população. Causa embaraço em escolares e pode comprometer o relacionamento social e afetivo de crianças e adolescentes.

A fluorose não é comum em dentes de leite (decídos), pois só pode ocorrer nos dentes cuja mineralização se dá após o nascimento. A porção formada na vida intra-uterina, mesmo que a gestante ingerisse ligeiro excesso, receberia proteção da placenta, que é uma barreira semipermeável que deixa passar apenas uma parte do flúor circulante.

Devido à fluorose muitos cientistas e prêmios Nobéis acabaram tornando-se contrários à fluoretação da água, pois creem ser o primeiro sinal de que até 70 % das crianças de algumas regiões estão sendo intoxicadas.

Seja como for, a eficácia da fluoretação varia de conformidade com o nível de higiene oral da população, pode chegar a 60 % onde as pessoas têm maus hábitos alimentares e de higiene e a irrisórios 5 % em algumas regiões europeias onde se tem adequados cuidados com a saúde oral. Num sentido mais amplo, o flúor dos cremes dentais mais o flúor dos alimentos pode reduzir em até 90 % a incidência de cáries.

Para se minimizar o problema da fluorose, pode-se revisar os níveis de flúor colocados na água, fiscalizar a indústria para que respeite a quantidade máxima permitida em alimentos processados com água fluoretada, fluoretar o sal doméstico como opção mais segura, evitando assim a reinserção da substância, ou diluir parte da água fluoretada em água com baixo nível de fluoreto. Ainda é preferível que crianças menores de 7 anos não usem dentifrício (creme dental) fluoretado, ou usem apenas em quantidade semelhante a um grão de arroz.

Estudos realizados por epidemiologistas e pesquisadores na área, avaliam que o número de pessoas com fluorose vem aumentando sendo em muitas regiões um alarme em saúde pública.

Desde que o sistema público iniciou a fluoretação das águas, muitos casos de fluorose parecem ter aumentado devido a falta de controle dos níveis de flúor adicionado as águas de abastecimento público, porém é indiscutível sua utilização como meio de prevenção da doença cárie.

Seu uso como controlador no desenvolvimento da doença cárie vem sendo usado cada vez mais pelos múnicipios em seu sistema de abastecimento água.

Mesmo não sendo capaz de interferir na formação de placa bacteriana e transformação do açucar em ácidos, ele é capaz de controlar o processo de desmineralização e remineralização do esmálte dentário na forma de fluorapatita.

O que fazer nos casos de fluorose?

A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente são de fluorose muito leve ou leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário nenhum tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis, que vão de um microdesgaste do esmalte até técnicas restauradoras tradicionais. Mas, do ponto de vista prático, o mais importante é prevenir.

Fonte: Wikipédia e Revista da APCD

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